sábado, 15 de dezembro de 2012

Lá e de volta outra vez

Nem parece, mas já se passaram uma década desde o lançamento da trilogia O Senhor dos Anéis. O mundo do cinema como conhecíamos seria transformado pela magia e os mistérios daquela terra de fantasia sem par. Hoje, no dia 14/12/12, estamos de volta à Terra Média, comungando com seus reinos, vivendo suas aventuras e cantando ao lado de seus povos uma vez mais.

E tudo começou com um Hobbit.

Devo dizer, primeiramente, que todos nós, fãs da obra de Tolkien, devemos amar e idolatrar Peter Jackson como nosso Jesus (já que Tolkien seria como Deus). O cara consegue jogar na tela o universo dos livros de uma maneira que leitor nenhum vê nem em seus maiores e mais loucos devaneios. A Terra Média nas mãos do Peter é algo palpável e maravilhoso, de encher os olhos, e garante uma imersão sublime até do espectador mais desatento.

Prontos pra mais uma grande aventura?!

Um detalhe importante em O Hobbit é que Jackson engrossou o conteúdo do livro com muitos apêndices escritos posteriormente por Tolkien, o que mostra um trabalho de pesquisa riquíssimo feito pelo nosso querido cineasta nerd Guillermo Del Toro e duas mulherzinhas lá que não me lembro o nome (uma é a esposa do Peter), e essa adição acrescenta razão à diversos acontecimentos que, no livro, são tratados como coincidências, mas que no filme servem para compor e dar profundidade a cada personagem ali na quele universo e contar suas origens e motivações.

Não vou falar sobre a história do filme porque se você ainda não conhece, por favor, morra! Mas uma palavra define o longa: FODA!!! Tudo em seu perfeito lugar.

Um detalhe interessante é que, no A Sociedade do Anel, principalmente no começo, há muitos diálogos, o ritmo é um pouco lento, até mesmo pra apresentar aquele novo universo. Com O Hobbit é diferente. Como a Terra Média já é velha conhecida nossa o filme segue uma linha de ação totalmente desenfreada. Se em A Sociedade do Anel muitas pessoas sentiam sono e desistiam do filme após alguns minutos aqui é totalmente diferente. Esse ritmo alucinante foi uma coisa que me agradou demais, pois tornou o filme muito mais dinâmico. A todo momento acontece algo novo e surpreendente (você me entendeu ¬¬') o que prende a atenção do começo ao fim.

A Ultima Casa Amiga
Bem vindos ao pacato lar dos hobbits *-*
Os cenários, como sempre, são um show a parte. A Montanha dos Anões apresentada no início (montanha essa que foi dominada pelo dragão Smaung) me deixou atônito com tal perfeição. Valfenda está mais deslumbrante do que nunca e muitas são as cenas em que você deixa o foco nos atores de lado só pra observar os detalhes da cidade élfica. O Condado nunca foi tão pacato e alegre e o "reino subterrâneo do orcs está fenomenal.
Thranduil, o pai de Legolas

O trabalho que o pessoal de caracterização fez com as maquiagem ficou perfeito e com a ajuda dos efeitos digitais as raças se tornaram ainda mais vivas. Os anões transpiram a honra e o espírito de ordem de seu povo, os orcs e as outras criaturas malignas inspiram medo em quem os vê e os elfos... bom, isso vai ser bem gay, mas... Os elfos estão cada vez mais lindos... Literalmente a imagem da perfeição daquele mundo.

Uma outra coisa que chamou muito a minha atenção foram as cenas de batalha. Tanto as campais quanto as centradas no pequeno grupo de aventureiros são capazes de fazer cair o queixo perante tamanha perfeição. Os movimentos, as táticas usadas, a interação da equipe (proposital ou não)... A cena de ação mais emocionante de todo filme é a fuga dos orcs (ou seriam goblinóides?) no subterrâneo, pois nos mostra todos os anões e o mago Gandalf (que nesse filme tem grande participação) quebrando tudo com todo seu poder ('tá, o Gandalf não usa nem 1/10 do poder que realmente tem, mas fica valendo ^^).

Gandalf e os anões mostrando que não estão para brincadeiras

Muitos críticos "crucificaram" a presença cômica de Radagast, o Castanho. As cenas do mago foram retiradas de mais um dos apêndices do qual eu falei antes. Eu gostei do alívio cômico que as cenas trouxeram. Fora que é ele quem adverte os outros sobre um mal maior (O Necromante  não me lembro dele em lugar nenhum então não posso opinar a respeito disso) que assola sua região.

O Cinzento e O Castanho, o encontro de dois dos mais poderosos magos da Terra Média 

Falando em Radagast e alívio cômico  o longa pende mais para o lado aventuresco do para que o drama de fim do mundo da Trilogia. Isso porque a presença de Sauron ainda não é tão poderosa e sua ameaça não é tão eminente e também porque, devemos nos lembrar, o livro foi escrito para uma criança.

Creio que Charadas no Escuro foi a parte mais esperada pelos fãs do livro. Afinal de contas é a primeira vez que conhecemos Smeagle e é origem de Bilbo como portador do Um Anel. E foi uma linda cena. Atuações de mestre, clima perfeito, inocência, ganancia e desejo de sobrevivência em uma dança perigosa. E, enfim, surge o Um Anel!

Me diga... O que eu tenho em meu bolso???

Para aqueles que amam O Senhor dos Anéis e fantasia medieval em geral a sensação de retorno ao lar é muito gratificante. O filme termina epicamente  com um rápido vislumbre do que espera pelos nossos pequenos amigos e a consolidação de Bilbo como peça chave daquela aventura.

tudo começou com um hobbit

Obrigado Peter Jackson... Que venha Smaung!

PS: na minha cidade não tem salas de cinema 3D, quem dera uma com 48 quadros , então não pude conhecer a tal tecnologia revolucionária que causou tanta estranha como dizem por aí.

PS2: enquanto a pré-estreia de Amanhecer pt II lota o cinema a pré de O Hobbit vende pouco mais do que 50 ingressos. É triste ver a situação de total alienação na qual os jovens dessa bosta nossa querida cidade de Três Corações se encontram. Deixo aqui um vibrador tamanho 50cm no cu desse bando de filho da puta que não sabe o que é obra-prima meu lamento pelas pobres almas ignorantes e minhas palmas à todos aqueles que se fizeram presente pra esse retorno foda ao nosso querido e verdadeiro lar, a Terra Média!

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